A conectividade é uma particularidade ou característica de se conectar a algo. Já, a Internet das Coisas (IoT) tem como objetivo permitir uma melhor relação entre o mundo físico (as coisas), o mundo biológico (nós) e o mundo digital (a computação), segundo ‘Tudo sobre IoT’. Com essas definições entendemos como a tecnologia está conectada com o mundo real e o que acontece nele. Na telemetria, esses conceitos estão intrínsecos na tecnologia de transmissão de dados.

Em meio à era do IoT, o conceito de conectividade para mobilidade tem sido um assunto muito pautado nas principais feiras e conferências do setor de telemetria e rastreamento ao redor do mundo. Entrevistamos o Márcio Fabozi, Diretor de Vendas da América Latina na Sierra Wireless, para falar de três tendências para o futuro do mercado de telemetria. Confira a seguir!

1. Conectividade e as montadoras

No Brasil, alguns modelos de carros top de linha já estão saindo de fábrica conectados para transmitir informações para as montadoras. Com o movimento da indústria automobilística as empresas de rastreamento podem se tornar cada vez menos comuns, buscando novas oportunidades para continuar no mercado.

Já a realidade da conectividade para Gestão de Frotas, é outra. O objetivo não é somente saber onde o veículo se encontra e sim, criar através da coleta de dados alternativas para uma gestão eficiente que auxilie na redução de custos com combustível e manutenção dos ativos, aumento da produtividade e realizando o controle das jornadas dos motoristas. Além disso, a telemetria corporativa, com base em informações previamente analisadas, também serve para educar e qualificar os condutores, garantindo a segurança deles.

Entretanto, com o avanço na tecnologia, é difícil estabelecer um limite para os recursos e benefícios do veículo conectado. Pensando no futuro, a tendência é que os carros sejam autônomos o suficiente para detectar necessidade de manutenção, comando de automáticos e, o mais importante, sensores para prevenção automática de acidentes. Parece que esta visão está longe de acontecer, mas em breve chegarão a nossa realidade.

2. Conectividade para transmissão de dados

Contudo, para coletar informações, precisamos que tudo esteja conectado, desde os equipamentos até o software. Vamos pensar: ao atravessarmos um túnel o sinal de celular já falha, imagine no campo, distante mais ou menos 300 km da cidade mais próxima?

No agronegócio há uma sede por tecnologia. Isso acontece porque trabalhar com a Telemetria e  máquinas auxilia na produtividade de todo o sistema, portanto o agricultor demanda mais informações em tempo real. O fato é que o IoT, o M2M, o big data e a nuvem são ferramentas usadas nas máquinas, mas o desafio está na conectividade, no acesso do agricultor à rede em tempo real.

Há muitas especulações sobre o futuro da transmissão de dados no mercado de rastreamento e telemetria embarcada. O 2G foi a primeira geração da internet móvel, podendo chegar a velocidade máxima de 114Kb/s. Na época de seu lançamento, a rede tornou possível o envio de imagens leves, troca de informações bancárias e navegação em sites. Porém, essa tecnologia não foi pensada para IoT (Internet of Things) ou para o mercado m2m (Machine to Machine).

Com a chegada do 3G, ganhamos acesso a vídeos por streaming e navegação em alta velocidade, chegando até 7Mb/s. Daí em diante, apenas as empresas de rastreamento e telemetria embarcada continuaram a usar a rede 2G.

Neste o crescimento acelerado do mercado, as empresas fabricantes de hardware investiram em tecnologias que possibilitassem a transferência de dados a longa distância e com banda estreita (narrow band), suficientes para as aplicações de IoT.

Por isso, a chegada do 3G na telemetria embarcada está acontecendo de forma acelerada. Porém, “ o 3G e o 4G não foram feitos para aplicações de M2M e IoT. Eles são adaptados para a telemetria, mas carregam uma série de problemas como o alto consumo de bateria do equipamento e não chega a uma penetração muito alta de rede”, afirma Márcio Fabozi.

Uma mudança forte está para acontecer no ano que vem, a tendência do 2g e 3G no IoT e M2M, migrar para a tecnologia de narrow band, por ser mais barata e trazer grandes benefícios para o mercado de rastreamento e telemetria, segundo o Diretor de Vendas.

Uma dessas tecnologias é o 4G CATM, que consome muito pouco energia e possui uma cobertura muito maior, podendo chegar a mais ou menos 12km de distância das cidades, um pouco menos que a rede Lora. “Pela primeira vez, foi desenvolvido uma conectividade feita especialmente para o IoT, com uma bateria que dura muito mais tempo, uma área maior de penetração e não poluída pelas redes de celular, apesar de ser a mesma infraestrutura”, complementa Márcio.

3. O futuro da telemetria: utilities

O setor de utilities é um dos que mais cresce no Brasil e no mundo, por se tratar de itens vitais como energia, águas, gás, entre outros. Um estuda da consultoria Itelogy evidencia que esse mercado deve se manter na rota de crescimento, em torno de 85% ao ano.

Não é a toa que o segmento também é muito propenso a inovação. O setor despontou 45% de empresas com projetos para o mercado de utilities, de acordo com uma pesquisa recente. Dentro das empresas, algumas característica são vitais, como a necessidade de gerir os ativos para garantir a funcionalidade da operação. Um desses componentes críticos são as frotas. Um de nossos clientes é líder especializado em tecnologia, consultoria e serviços para telemetria e gestão de frotas no Brasil, atingindo a marca de 9 mil veículos geridos nesse segmento.

Neste mercado a telemetria embarcada nos veículos lê as trocas de informações realizadas entre os equipamentos eletrônicos dos carros ou caminhões, passando para o software informações precisas que auxiliam o gestor sobre a condução de cada ativo. É muito comum que esses dados sejam capturados direto da rede CAN, utilizando os hardwares programáveis da Newtec, que permitem essa liberdade de programar a solução de acordo com os desafios do seu cliente, Gestor de Frota.

Com base nesses resultados, pode-se afirmar que “o maior mercado do mundo para IoT será de medição”, aponta Márcio Fabozi, Diretor de Vendas da América Latina na Sierra.

Sobre a Sierra Wireless

A multinacional Canadense, de capital aberto, está no mercado há 25 anos, inovando no espaço sem fio. Pioneira na comercialização de muitas soluções de tecnologia, como o IoT, capacitando empresas e indústrias a se transformarem e prosperarem na economia conectada.

Os produtos e soluções inovadoras já conectam milhares de empresas a dados críticos e milhões de pessoas à informação. Entre eles, estão os modems que a Sierra, parceira da Newtec há 15 anos, comercializa. Eles são o “coração” dos hardwares programáveis, responsável por transmitir todos os dados captados, com auxílio de um chip de operadoras telefônicas.

Gostou desse artigo e quer receber mais informações? Inscreva-se em nossa newsletter!

Quer conhecer a tecnologia por trás dos hardwares programáveis da Newtec? Entre em contato com o nosso comercial em contato@newtec.net.br.